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segunda-feira, 18 de junho de 2012

As ruas de Lisboa a encherem-se de lixo...

É incrível o estado em que a cidade de Lisboa se encontra.
Em breve teremos um sério problema de saúde público, se já não estamos a ter. Esta situação já dura há alguns dias. As ruas de Lisboa estão cheias de lixo e mais lixo. É uma vergonha.
Será que o Sr. Costa não consegue fazer nada?...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nós, Leitores, e o Encerramento da Biblioteca Nacional


O meu querido amigo Paulo Silveira e Sousa, juntamente com duas das maiores figuras da intelligenza nacional - Maria de Fátima Bonifácio e Maria Filomena Mónica -, redigiram uma carta onde contestam o encerramento por nove meses da Biblioteca Nacional e a inexpilcável falta de alternativas. Publicado no Diário de Notícias no sábado, 17 de Julho de 2010, o texto contesta algumas notícias e artigos que atribuíam a parte da comunidade científica portuguesa uma teimosa oposição às obras de construção e renovação dos depósitos da Biblioteca Nacional. Todavia, não é o caso.

"Nós, Leitores, e o Encerramento da Biblioteca Nacional

Após várias notícias e artigos publicados na imprensa relativos ao encerramento dos serviços de leitura da Biblioteca Nacional (BN), gostaríamos de destruir algumas ideias atribuídas aos investigadores que questionaram o processo de encerramento da BN. É, entre nós, consensual que as obras de ampliação e remodelação da BN são necessárias. Sabemos que, ao reabrir, a 1 de Setembro de 2011, a instituição reunirá melhores condições para responder às solicitações. O problema diz respeito à forma como foi planeado o seu encerramento. Quem abaixo assina está contra o fecho, por cerca de dez meses, da totalidade do fundo da Sala de Leitura Geral e não, naturalmente, contra as obras de requalificação.
Dizer o contrário é faltar à verdade. A apresentação dogmática de uma, e apenas uma, forma de proceder à transferência dos fundos, como se não houvesse alternativa, merece objecção. A nosso ver, a condução do processo negligenciou os leitores e o facto, importante, de a BN prestar um serviço público. Por exemplo, hospitais e aeroportos são, igualmente, remodelados, todavia não encerram. Por outro lado, há, no estrangeiro, exemplos de outras bibliotecas que migram para edifícios novos, fechando por partes ou durante períodos curtíssimos. Veja-se o caso da British Library, em Londres, ou da Bibliothèque Nationale de France, em Paris.
As notícias e os artigos de opinião publicados tendem a descrever os signatários do abaixo-assinado, recentemente organizado contra o encerramento da BN, como uma casta de privilegiados, ainda por cima birrentos, que não querem ver alterados os seus hábitos de trabalho. Ora, muitos de nós trabalham em várias bibliotecas e arquivos, em Portugal e no estrangeiro, e não apenas na BN. Sabemos do que falamos.
Ao contrário do que afirma a sub-directora da BN, a investigação científica em Portugal vai ser prejudicada, sobretudo nas áreas da História e das Ciências Sociais. Para além de periódicos, o fundo da Sala de Leitura Geral inclui títulos do século XVI ao século XXI. Todos os investigadores serão afectados, e não apenas os que trabalham sobre períodos mais recentes. A doutora Maria Inês Cordeiro pode não conhecer a Hemeroteca Municipal ou a Biblioteca do Palácio Galveias, mas nós sabemos onde ficam e as deficiências que apresentam. Do mesmo modo, pode desconhecer as formas misteriosas como funciona o Depósito Legal (uma obrigação criminosamente esquecida por empresas tipográficas, editoras e autores), mas os investigadores constatam diariamente a ausência de livros, antigos e recentes, que deveriam constar nos fundos das Bibliotecas. Por isso, quando a sub-directora da BN afirma que «há excelentes bibliotecas públicas e universitárias», só podemos interrogar há quanto tempo a doutora Maria Inês Cordeiro não vai - como leitora, naturalmente - a uma dessas “excelentes bibliotecas”, que infelizmente não chegam a contar-se pelos dedos de uma mão.
Se a sub-directora da BN é perita nos labirintos bibliotecários e nós uns ignorantes leitores, diga-nos, por favor, qual a percentagem de obras que apenas existem na BN e às quais o acesso irá portanto ficar vedado e, já agora, qual a percentagem do fundo que existe igualmente em Coimbra ou no Porto (locais para onde os funcionários da BN nos irão, presume-se, reencaminhar). E quem fala de livros, fala de periódicos, uma área onde a incúria nacional é escandalosa. Seriam estas as interrogações que deveriam ter sido atendidas pela direcção da BN, antes de ter decidido o fecho.
Desde há décadas que os decisores políticos têm tratado o sector das bibliotecas e arquivos com negligência. As chamadas «ciências documentais» apenas vieram reforçar a gestão burocrática que substituiu uma direcção assegurada por quem tem formação humanista. Pessoas há, como a doutora Isabel Pires de Lima, ex-ministra da Cultura, que consideram que tudo se resolve com mais cimento e que, provavelmente com sinceridade, julgam que os críticos são velhos que resistem ao maravilhoso mundo do investimento público (DN de 14.07.2010).
Não é esse o caso: queremos, desejamos, obras na BN, incluindo naturalmente locais adequados à preservação dos livros e manuscritos. Mas o processo de reestruturação seguido não é aceitável. Não tendo experiência directa de trabalho nestes locais, a doutora Isabel Pires de Lima deveria ter-se informado do que a BN contém. Em vez disso, limitou-se a fazer um frete político, afirmando que o movimento de crítica - aliás reduzido a um abaixo-assinado – mais não era de uma conspiração de «bloquistas», para mais, alfacinhas.
Este ódio ao Bloco de Esquerda – de que nenhum dos signatários é membro - é um assunto que os apoiantes do Partido Socialista têm de resolver com os respectivos psicanalistas.
Para nós, trata-se apenas de não impedir que a investigação em Portugal prossiga durante um tempo insuportavelmente longo. Ao contrário do que parece supor a Doutora Isabel Pires de Lima, frequentamos as bibliotecas e os arquivos de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Ponta Delgada. Congratulamo-nos até com o facto de os interesses intelectuais da doutora Isabel Pires de Lima (a hermenêutica da poesia de Fradique Mendes e os versos «fosforescentes» de Eugénio de Andrade) estarem disponíveis em edições correntes, eximindo-a de frequentar as salas de leitura da BN.
Outro argumento falacioso, repetido nos jornais, prende-se com a Biblioteca Vaticana, fechada há vários anos. Este facto foi referido pela sub-directora, doutora Maria Inês Cordeiro, numa notícia que saiu no Público (25.06.2010). Não vale a pena entrar na discussão sobre as especificidades do Estado do Vaticano, mas gostaríamos de lembrar que em Roma, onde fica o dito Estado, existe aberta, e em funcionamento, a Biblioteca Nazionale Centrale di Roma. Ou seja, quem vive em Roma ou em Itália tem alternativa.
Nota-se, na forma como foi anunciado o encerramento, o desprezo pelos leitores. A BN nem sequer projectou a criação de uma sala provisória que pudesse acolher os pedidos de quem tem prazos académicos, financiamentos de projectos aprovados ou livros a entregar a editoras. Curiosamente, esse espaço existe: a antiga sala dos periódicos e o espaço da antiga livraria, ambos desactivados, poderiam servir para tal. Se a BN sabe que os pisos com mais pedidos são o 3.º, 4.º e 5.º, porque não foi previsto, para estes, um fecho por um período curto? Mais, se sabia, pelos vistos há anos, que iria ocorrer um longo período de encerramento (a obra foi adjudicada em 2008), porque não intensificou a digitalização das obras fundamentais?
Na década de 1990, quando o Arquivo Nacional da Torre do Tombo mudou do Parlamento para o Campo Grande, ouviu os seus leitores, pelo que tudo correu de forma aceitável. Quando a BN mudou de São Francisco para o Campo Grande, em 1969, a transferência demorou seis meses. Agora, a BN não estudou uma alternativa, porque não tem peso político, porque ninguém quer saber do que se passa nas bibliotecas e porque o Ministério da Cultura não previu a verba que permitiria acelerar o processo. Sem dinheiro, a BN teve de planear tudo da forma mais barata possível, imaginando que os leitores – que, pela sua natureza, são pouco dados a revoltas – não seriam capazes de contestar. Enganaram-se.

Lisboa, 15 de Julho de 2010

Maria Filomena Mónica
Maria de Fátima Bonifácio
Paulo Silveira e Sousa"

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

ai! ai! as eleições... lol

Governo vai vetar o negócio da compra da TVI pela PT
O Governo vai opor-se ao negócio de compra de uma participação da TVI pela PT para que "não haja a mínima suspeita" de que a operação "se destina e qualquer alteração da linha editorial" do canal, anunciou hoje o primeiro-ministro no Parlamento, em declarações aos jornalistas.
Esta manhã, adiantou Sócrates, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Mário Lino, falou com a administração da PT para dar a indicação de que o representante do Estado na empresa irá opor-se ao negócio. O primeiro-ministro justificou a decisão por uma questão de transparência quer em relação aos "partidos políticos" quer a "protagonistas políticos". Ontem a oposição reagiu em coro contra o negócio assim como o Presidente da República Cavaco Silva que considerou haver necessidade da operação ser explicada aos portugueses.
Sócrates reconheceu ainda que tem feito críticas à linha editorial da TVI e disse esperar que a PT possa prosseguir os seus objectivos empresariais de outra forma.
"Golden share"
O Governo - enquanto representante do Estado - teria de permitir a operação, uma vez que, através da “golden share”, pode fazer abortar o negócio através de um veto. Uma “golden share” é um conjunto de acções que o Estado mantém numa empresa quando a privatiza para continuar a ter capacidade de decisão. Na PT, corresponde a 500 acções preferenciais que dão ao Estado o direito de veto em matérias estratégicas.
Apesar de a Comissão Europeia já se ter oposto várias vezes à manutenção da “golden share” na PT, defendendo que as empresas privadas devem funcionar sem participações privilegiadas dos seus Estados, de forma a garantir o livre funcionamento do mercado, o Governo decidiu mantê-la com o argumento de que precisa impedir a compra da operadora por uma rival estrangeira.
A compra à Prisa de 30 por cento da Media Capital, em que a Portugal Telecom está interessada, só poderia ser concluída se os reguladores da Concorrência e da Comunicação Social a aprovassem e o Governo não a vetasse. Se fosse concluído, o negócio teria de ser sujeito a pareceres quer da Autoridade da Concorrência (AdC), quer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, explicou fonte ligada ao processo. Em qualquer dos casos, um "não" será vinculativo e impedirá a realização do negócio.
O acordo para a entrada da PT na Media Capital, que detém a TVI, estava praticamente concluído, mas não assinado, sendo que era certo que José Eduardo Moniz continuaria como director-geral da estação de televisão. Estas foram as duas principais revelações de uma reunião que teve lugar ontem entre os administradores da Media Capital e da Prisa, na qual esteve presente Manuel Polanco, que já esteve na Media Capital e agora está na empresa mãe, em Madrid, e que teve também a participação de outros homens fortes do grupo via vídeo-conferência a partir de Espanha.
Para esta decisão pesaram as declarações de José Sócrates quarta-feira no Parlamento que, numa resposta irónica a Diogo Feio, quase deu a entender que ia haver mudanças de pessoas e de linha editorial na TVI; as críticas de Ferreira Leite, que considerou que seria escandaloso se Moniz saísse na sequência de uma entrada da PT no capital da empresa; e o alerta de ontem do Presidente da República que pediu transparência e ética no negócio.


"Governo vai vetar o negócio da compra da TVI pela PT", in Publico

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

We Are The World

A 28 de Janeiro de 1985 era gravada a música We Are The World, para angariar fundas para as vitimas da fome em África.
O single, o LP e o videoclip renderam cerca de 55 milhões de dólares. Formou-se o grupo USA for Africa.
Os vocalistas foram: Dan Aykroyd, Harry Belafonte, Lindsey Buckingham, Kim Carnes, Ray Charles, Bob Dylan, Sheila E., Bob Geldof, Daryl Hall, James Ingram, Jackie Jackson, LaToya Jackson, Marlon Jackson, Michael Jackson, Randy Jackson, Tito Jackson, Al Jarreau, Waylon Jennings, Billy Joel, Cyndi Lauper, Huey Lewis and the News, Kenny Loggins, Bette Midler, Willie Nelson, John Oates, Jeffrey Osborne, Steve Perry, The Pointer Sisters, Lionel Richie, Smokey Robinson, Kenny Rogers, Diana Ross, Paul Simon, Bruce Springsteen, Tina Turner, Dionne Warwick, Stevie Wonder, Axl Rose.
Michael Jackson organizou a gravação da música e teledisco e, a par com Lionel Richie, escreveu a letra:
We are the world

There comes a time
When we heed a certain call
When the world must come together as one
There are people dying
And it's time to lend a hand to life
The greatest gift of all

We can't go on pretending day by day
That someone, somewhere will soon make a change
We're all a part of God's great big family
And the truth, you know, love is all we need

We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we're making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day, just you and me

Send them your heart
So they'll know that someone cares
And their lifes will be stronger and free
As God has shown us by turning stones to bread
and so we all must lend a helping hand

We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we're making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day, just you and me

When you're down and out, there seems no hope at all
But if you just believe there's no way we can fall
Well, well, well, well let us realize oh! that a change can only come
When we stand together as one

We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we're making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day, just you and me

We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It’s true we’ll make a better day, just you and me

We are the world
(are the world)
We are the children
(are the children)
We are the ones who’ll make a brighter day so lets start giving
(so let's start giving)
There’s a choice we’re makin’
We’re savin’ our own lives
It’s true we’ll make a brighter day, just you and me
ohh let me hear you!!!
Rep til fade


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração Universal dos Direitos Homem faz hoje 60 anos

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

a saga continua...mas com algumas alterações

A Guerra do Horário de Fecho do Bairro Alto continua sem fim à vista. Depois de uma manifestação de força por parte de António Costa parece que já começou timidamente a recuar… Será que não quer ser responsabilizado pelo facto de muitos restaurantes, bares, lojas e discotecas do Bairro Alto terem começado a dispensar os seus colaboradores?


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

o sr. Costa quer «matar» o Bairro Alto...

O sr. Costa quer «matar» o Bairro Alto. Será que vai conseguir? Será que vai alargar esta acção a outras zonas de Lisboa? Será que vai ser esta a marca do seu mandato como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa?


Convém explicar, o que o artigo da Time Out não explica, que a PSP tem estado todos os dias, desde 1 de Novembro, com 2, 3, 4 ou mais agentes à porta dos espaços comerciais para garantir que estes fecham.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

change has come to America



«change has come to America», disse Barack Obama no seu discurso de vitória.
Aguardamos pela mudança em Portugal e no resto do Mundo.

Yes, we can

Barack Obama, 44º Presidente dos Estados Unidos da América,
e a família

terça-feira, 7 de outubro de 2008

SÓ EU SEI PORQUE NÃO FICO EM CASA

Está toda a gente muito preocupada por os homossexuais não se poderem casar - eu estou muito mais preocupado por os deputados não poderem pensar. Ao aprovar a disciplina de voto (com excepção de uma mascote da JS, que está autorizada a votar a favor da proposta e assim demonstrar a extraordinária "pluralidade" dos socialistas) numa matéria claríssima de costumes e de consciência individual como é o casamento dos homossexuais, o PS enfiou mais uma machadada na credibilidade do Parlamento e dos seus deputados. Obrigado, Alberto Martins.

A bancada parlamentar do Partido Socialista, que tanto se orgulha da sua liberdade, é assim como uma claque de futebol: o chefe manda bater palmas, eles batem palmas; o chefe manda sentar, eles sentam-se; o chefe manda levantar a mão, eles levantam a mão. Sinto até um certo embaraço por um dia ter pensado que cada deputado tinha o seu próprio cérebro e que era com ele que votava na Assembleia de República. Graças ao badalado projecto de lei do Bloco de Esquerda, o grupo parlamentar do PS teve a amabilidade de me mostrar o quanto eu estava enganado.

Por isso, pedia humildemente aos especialistas em ciência política que tivessem a caridade de esclarecer esta alma baralhada: para que raio serve, afinal, a disciplina de voto? Porque é que devemos permitir que os deputados que nós elegemos e cujos salários nós todos pagamos votem como se a única coisa que os distinguisse de um rebanho fosse a gravata? Para que é que existem 230 deputados na Assembleia da República se no momento mais nobre da sua actividade - a votação das propostas - eles não estão autorizados a decidir segundo a sua consciência? É que se cada deputado está impossibilitado de se exprimir individualmente, uns 20 tipos chegavam e sobravam para distribuir proporcionalmente os votos do País. Se a disciplina de voto é a regra, então há pelo menos 210 cabeças a mais em São Bento.

E tão grave quanto a disciplina de voto do PS é a sua justificação. Segundo Strecht Ribeiro, vice-presidente do grupo parlamentar, os socialistas não estão a votar contra o casamento dos homossexuais. Nada disso. O que eles estão é a votar contra "o oportunismo político" do Bloco de Esquerda. Ou seja, o PS acredita que a situação actual dos gays é manifestamente injusta. Mas entende que esta não é a altura certa para reparar a injustiça. Extraordinário. Nós vivemos num país onde o partido que nos governa entende que até a correcção de injustiças que não dependem de mais nada senão da aprovação de uma lei deve obedecer a um timing certo. E os oportunistas políticos são os outros, claro. Partidos destes não deviam sentar-se no Parlamento. Partidos destes deviam sentar-se nas bancadas do Estádio de Alvalade.

João Miguel Tavares, Diário de Notícias, 07 de Outubro de 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

novidades da fotonovela do nacional

Será que a fotonovela do Teatro Nacional D. Maria II chegou ao fim? O novo conselho de administração já foi escolhido: Maria João Monteiro Brilhante, Maria do Pilar Simões Silva de Castro Soromenho Lourinho e Mónica Braz Almeida.
E agora..., quem vai ser o novo director artísitco? Diogo Infante?
Pelas notícias vindas a público no Expresso online parece que sim. Diogo Infante trabalhou com Mónica Braz Almeida no Teatro Municipal Maria Matos... dúvidas para quê?

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Professora universitária assume administração do D. Maria II

A professora da Faculdade de Letras foi hoje nomeada pelo Conselho de Ministros como presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II.

Maria João Monteiro Brilhante foi hoje nomeada presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II, cargo em que substituirá Carlos Fragateiro, exonerado do cargo pelas tutelas da instituição, os ministérios da Cultura e das Finanças.

O conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II, presidido Carlos Fragateiro, foi "dissolvido" por despacho conjunto dos Ministérios da Cultura e das Finanças, datado de segunda-feira.

Como vogais do novo conselho de administração foram nomeadas Maria do Pilar Simões Silva de Castro Soromenho Lourinho, licenciada na área financeira, e Mónica Braz Almeida, licenciada e com experiência da produção teatral.

Os nomes que integram o novo conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II foram hoje anunciados pelo ministro da Cultura, na conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministros.

"É o recomeçar da vida do D. Maria II", afirmou o ministro da Cultura José António Pinto Ribeiro, apontando como objectivos do novo conselho de administração fazer uma gestão e programação do Teatro com "qualidade, rigor e transparência"

Pinto Ribeiro disse, ainda, esperar que o novo conselho de administração leve a cabo a tarefa de encontrar para aquele espaço "um repertório de referência de língua portuguesa e não só" e "recredibilize" o Teatro D. Maria II.

Quanto à possibilidade de o actor e encenador Diogo Infante vir a assumir a direcção artística do D. Maria II, o ministro da Cultura declarou não ter nada a dizer sobre o assunto.

"O ministério - frisou - não nomeia ninguém para a direcção artística, essa é uma competência do conselho de administração, que se reunirá muito proximamente".

A nomeação da nova equipa administrativa do Dona Maria II culmina semanas de especulação em torno da permanência ou não de Fragateiro no cargo e sua substituição por Diogo Infante, o actor várias vezes apontado nos "media" como provável sucessor.

Quarta-feira, Fragateiro acusou o ministro da Cultura de autoritarismo e anunciou a intenção de levar a sua exoneração a tribunal.

in Expresso online, 31-VII-2008

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Quem são as novas mulheres do Nacional

Maria João Brilhante, a nova presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, traz na bagagem toda uma carreira académica na área dos Estudos de Teatro. Com um mestrado e doutoramento nessa área e a trabalhar há anos no Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi ainda crítica de teatro na imprensa.

Com larga experiência em produção teatral, Mónica Braz Almeida aumenta as hipóteses de nomeação de Diogo Infante para o cargo de director artístico do Nacional. A nova vogal do CA do D. Maria tem trabalhado com o actor e encenador deste que este dirige o Teatro Municipal Maria Matos. Uma vez que o ministro da Cultura, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros de hoje, remeteu para este conselho de Administração a escolha do novo director, a decisão da nova vogal poderá vir a pesar bastante a favor de Diogo Infante. A Mónica Almeida são-lhe ainda conhecidos méritos no trabalho que desenvolveu com a companhia Teatro Meridional.

Já Maria do Pilar Simões Silva de Castro Soromenho Lourinho é uma ilustre desconhecida no meio das artes nacionais mas é tida como boa gestora, tendo trabalhado até ao momento no âmbito da área financeira.

Alexandra Carita, in Expresso online, 31-VII-2008